maio 9, 2017
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Como funciona uma usina de asfalto

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Sabemos que o asfalto é um composto, e seu ligante é derivado do petróleo. Para produzi-lo, devem ser atendidas uma série de requisitos para garantir a qualidade e manutenção das suas propriedades. Por isso, devem ser observadas as melhores condições de armazenagem e transporte.

As usinas de asfalto, entretanto, não seguem um padrão único de configuração. O principal requisito levado em consideração para classificar uma usina é relativo à forma como é realizada a dosimetria dos agregados de minério. Nesse sentido, temos dois tipos de usina, as móveis, de dosagem contínua e as fixas, de dosagem descontínua.

Além dessas divisões, ainda temos as usinas classificadas pelo método de secagem, que pode ser em contrafluxo ou fluxo paralelo e pela forma de mistura, podendo ser interna ou externa, em relação ao tambor de secagem.

Usinas móveis de dosagem contínua

Nessas plantas é realizada a pesagem de agregados de forma individual. Os silos que recebem os materiais são dotados de correias que fazem a correção da quantidade de agregado automaticamente, de acordo com o peso detectado por um dispositivo eletrônico.

Usinas fixas de dosagem descontínua

Nessas , o processo se inverte, com a pesagem de agregados sendo feita de forma estática. Sua arquitetura é como um prédio de quatro andares, em que cada um funciona como uma espécie de peneira, onde cada material é misturado de forma passiva, utilizando a força da gravidade.

Usina de asfalto de contrafluxo

Têm princípio de funcionamento similar ao das usinas de dosagem contínua, mas diferenciam-se em relação ao processo de secagem dos compostos.

Para isso, é empregado um cilindro equipado de queimador, em que a água residual é eliminada. A mistura, então, é aquecida em temperatura que varia entre 150°C a 190°C.

No final do processo, é obtido o produto conhecido como asfalto misturado a quente.

Segundo Gregory Mâitre, da empresa de selante asfáltico Betuseal, a maioria das usinas de asfalto brasileiras são móveis de dosagem contínua. Para Gregory, elas são mais eficientes, já que o controle da proporção de agregados é dinâmico, o que facilita na obtenção de um produto de maior qualidade.

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