set 11, 2014
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Quinze Dias em Setembro

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O que pode acontecer em quinze dias? Em geral, muito pouco… Mas e se o mês for setembro, do ano de 2001? Aí sua vida – ou melhor, toda a história – pode fi car marcada para sempre! Fefê é um playboy paulistano. Donovan e Steinberg são investigadores do FBI. Amina é médica. Samira sonha em ser modelo. Mathew e Natalie são jornalistas. Hafez, Mohamed e Ibrahim são religiosos extremistas. O que todos têm em comum? Suas vidas se encontram por causa de um único evento: o ataque terrorista às Torres Gêmeas do World Trade Center. Escrito por Ryoki Inoue, Quinze dias em setembro transcorre simultaneamente em São Paulo e Nova York. Uma trama repleta de ação, suspense e reviravoltas… Surpreendente!(Companhia Editora Nacional – 422 páginas)

O que leitores dizem sobre a obra?

[testimonial name=”Marlo Renan” title=”artigosefemeros.blogspot.com”]”Estes, sim, precisavam enxergar que o mundo não tinha acabado e que a vida, como num espetáculo circense após a queda fatal da trapezista, teria de continuar.” (p. 313)  O caso é freqüente: muitos médicos abandonam a sua exaustiva e honrada profissão para tentar o reconhecimento como escritores. São vários os exemplos de personalidades que entraram nessa empreitada e conseguiram sucesso, como é o caso de Michael Crichton, Tess Gerritsen e Arthur Conan Doyle*. Todos esses ex-médicos conseguiram alavancar um grande número de leitores, e seus livros são bastante lidos inclusive no Brasil. Temos também os exemplos não tão famosos, como por exemplo o do brasileiro Ryoki Inoue, paulista formado em medicina que, desde 1986, deixou o estetoscópio de lado e pôs as mãos na máquina de escrever. Até agora, publicou mais de 1.000 livros, e é por esse feito impressionante que seu nome está no Guinness Book. Depois que eu descobri esse autor e soube desse detalhe, achei de boa política ler alguma coisa do escritor mais prolífico do mundo. Por que não? Será que ele tem qualidade, ou é só quantidade, mesmo?Escolhi um de seus romances mais famosos, Quinze dias em setembro (2008), e matei minha curiosidade. Sinopse: Fefê é um playboy paulistano. Donovan e Steinberg são investigadores do FBI. Amina é médica. Samira sonha em ser modelo. Mathew e Natalie são jornalistas. Hafez, Mohamed e Ibrahim são religiosos extremistas. O que todos têm em comum? Suas vidas se encontram por causa de um único evento: o ataque terrorista às Torres Gêmeas do World Trade Center. Com uma narrativa que transcorre simultaneamente em São Paulo e Nova York, Quinze dias em setembro possui uma trama repleta de ação, suspense e reviravoltas. Desde o começo, uma coisa fica clara: o livro deve ser tratado como um romance de puro entretenimento. A escrita de Inoue é objetiva, sem floreios sofisticados. No início a narrativa alterna trechos rápidos que focam em diferentes personagens, apresentando-os ao leitor. Logo no prólogo, fica um tom de mistério suspenso no ar, porque a história começa já avançada para o atentado às Torres Gêmeas, e o leitor fica sem entender as motivações dos personagens que estão sendo apresentados. Só depois, quando o primeiro capítulo começa, é que o tempo retrocede até o início de tudo. E, então, a história efetivamente começa. Logicamente, não é por ser um romance de puro entretenimento que o livro de Inoue é ruim. Pelo contrário, consegue prender bastante a atenção, principalmente da metade para nos capítulos finais. O problema, nesse caso, talvez esteja nos primeiros capítulos: fica a sensação de uma história que tem pouco a ver com a sinopse, que se arrasta. Além do mais, o personagem Fefê, principal protagonista no início, tem um caráter muito desagradável, e é duro ter que continuar a leitura sendo guiado só por esse jovem playboy imaturo. O segundo defeito sério do livro está na insistência do autor em utilizar a técnica de fazer os personagens verbalizarem explicitamente os seus pensamentos. São muitos os exemplos em que, no meio do texto, as aspas se abrem e o pensamento do personagem começa a ser destilado minuciosamente em primeira pessoa, o que é muito maçante na maioria das vezes. De repente, mesmo estando sozinho, alguém começa a murmurar consigo algo do tipo: “O que farei agora? Não posso deixar transparecer isso! Já sei! Vou fazer tal coisa, para que Fulano não pense mal de mim. Agirei assim e assim, e espero que nada dê errado…” Esse recurso muito usado por novelas estraga (bastante) uma boa parte da experiência da leitura, pelo menos na minha opinião. Nas novelas até que o recurso se justifica, já que elas não têm outro meio de deixar claro o que vai pela cabeça do personagem… mas em um livro? Bem, por mais que não pareça, eu garanto que, tirando esses dois defeitos (começo arrastado e a insistente “verbalização de pensamentos”), o livro consegue prender a atenção e ser bom. A trama intrincada e o submundo dos grandes milionários como João Antônio, aliados a falsidade ideológica e uma miríade de outros crimes, atrai e muito os admiradores de romances policiais. E, nesse caso, o romance de Ryoki tem sucesso e não desaponta. P1010031 Juro que só depois de bater a foto é que eu me dei conta da coincidência do avião no marcador Recomendo Quinze dias em setembro para quem quer uma leitura leve. Para quem não está a fim de quebrar a cabeça com conflitos psicológicos sérios, mas com intrigas policiais envolvendo o FBI, com direito a trapaças e dinheiro sujo. Nas mãos de Inoue, esses ingredientes de trama policial me entreteram muito. Por fim, eu queria dizer que o romance ganha pontos quando analisa criticamente o atentado do dia 11/09. Os personagens Natalie e Mathew, como jornalistas, discutem em muitos trechos as conseqüências do ataque terrorista para o mundo – conseqüências econômicas e políticas. Com essa análise, o “entretenimento” ganha um toque mais sofisticado, já que não usa o trágico acontecimento como mero fio condutor. * Conan Doyle abandonou a carreira de médico em 1891, quatro anos depois de ter escrito Um estudo em vermelho, primeira aventura de Sherlock Holmes. [/testimonial] [testimonial name=”Jaqueline Silva” title=”nuaaecrua.blogspot.com”]Depois de tanto tempo, esse mês eu consegui ler algo relacionado ao Desafio Literário, todos comemoram rsrs Bem, antes de falar do livro eu quero dizer que é o primeiro livro que leio do autor Ryoki Inoue, e na orelha do livro diz que ele já publicou mais de mil livros, e seu nome está no Guinness Book como o homem que mais escreveu e publicou livros em todo o planeta. Uau! Quinze dias em setembro conta não uma, mas várias histórias que no decorrer da narrativa vai se entrelaçando. A história se passa simultaneamente entre São Paulo e Nova York. São vários personagens, e no início eu tive medo de me decepcionar, mas mesmo eu não tendo amado , eu gostei do livro, achei a história bem contada e bem surpreendente. Tive medo de pelo fato de ter vários personagens o autor não conseguir tornar todos marcantes, mas todos tiveram seu papel bem colocado e bem escrito, eu gostei muito. Bem, temos como personagens: Fefê, um playboy paulistano que vive torrando o dinheiro sem pensar no amanhã. É filho de Fernando e Marialva, dons da “Fernando Henriques Import & Export”. Ele é o caçula, é muito infantil, tímido de mais e seus encontros com os amigos só ocorrem porque ele é quem banca tudo. Enfim, é uma pessoa que vive a base do dinheiro, e com esse pensamento ambicioso ele acaba esquecendo e dando atenção á família. Donovan e Steinberg são investigadores do FBI, tem a médica Amina que acaba se envolvendo com Hafez um dos três (Ibrahim e Mohamed) extremistas religiosos que trabalham para a Al Qaeda. E tem Samira, uma jovem que sonha em ser modelo, e nesse caminho em busca de realizar o seu sonho ela acaba conhecendo Erik um homem muito mal e violento, e ela acaba se tornando sua escrava. No decorrer da história ela acaba se envolvendo com Fefê, para ajudar nos planos de Erik, porém ela acaba se apaixonando verdadeiramente por ele. A vida de todos se encontram no dia 11 de setembro de 2001, sim no dia do ataque terrorista ás Torres Gêmeas do World Trade Center. Quando eu li a sinopse eu achei que todos iriam ter um final justamente no dia 11, mas não, é justamente nesse dia que a vida de todos começa a se entrelaçar. Esse é um livro com uma boa narrativa, repleto de reviravoltas, e seus personagens têm finais bem surpreendentes. Leia assim que puderem![/testimonial]

Onde Comprar?

Editora Nacional – www.ibep-nacional.com.br

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