maio 9, 2017
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As diferenças entre o asfalto brasileiro e o norte americano

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Embora tenha uma das maiores malhas viárias do mundo, o Brasil ainda apresenta um enorme descompasso entre o trecho pavimentado e o que ainda encontra-se em estado natural. Por isso, o ranking se inverte quando se considera apenas o trecho asfaltado. Enquanto no total de vias abertas os brasileiros ocupam a terceira posição, ao levar em conta apenas a quantidade de quilômetros asfaltada, pulamos para a penúltima, no grupo dos 7 países com as maiores malhas rodoviárias. Proporcionalmente ao total, o Brasil é o que apresenta o pior rendimento, com apenas 10% da malha asfaltada.

Esta é uma das evidências de que o desenvolvimento do setor de transportes ainda precisa superar enormes desafios, já que, segundo a ABEDA, Associação Brasileira de Empresas Distribuidoras de Asfaltos, o setor rodoviário responde por 61% da circulação de pessoas e mercadorias em todo o país, dos terços a mais que o segundo colocado, o de transporte aquaviário.

Outro exemplo do quanto as rodovias brasileiras são precárias foi uma ação fiscalizatória promovida pelo TCU, Tribunal de Contas da União. Em 2013, foram vistoriadas 11 rodovias que, ou eram recém construídas ou tinham acabado de ser reformadas. O resultado foi que, na maior parte delas, mais de 80% do asfalto estava avariado, ou não apresentava condições mínimas de trafegabilidade e segurança.

O outro lado da moeda: os Estados Unidos

Os líderes em todos os quesitos do setor rodoviário são os Estados Unidos, que detém a marca de mais de 6 milhões de quilômetros de malha rodoviária, dos quais 65% são asfaltados, cerca de 4 milhões de quilômetros.

Segundo Gregory Mâitre, da Betuseal, empresa que fabrica e distribui selante asfáltico com tecnologia americana, o déficit estrutural do Brasil ainda está longe de ser superado “há muita centralização na construção de rodovias por parte do Governo, o que emperra totalmente o crescimento não só da malha viária como o da própria qualidade do produto utilizado por aqui. Há empresas empenhadas em desenvolver produtos de primeira linha, mas o cenário é de fato muito ruim”.

Enquanto temos que conviver com a realidade de apenas um décimo da malha viária asfaltada – e mal – os americanos já pensam em desenvolver tecnologias que poderão transformar suas rodovias em geradoras de energia limpa, chamadas de Solar Roadways.

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