maio 23, 2016
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Discordaram de mim. E agora?

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Um desafio na era das redes sociais: lidar com opiniões contrárias. Não que seja um fenômeno restrito à internet. Os novos conhecimentos nos libertam da “velha opinião formada sobre tudo”, como diria Raul Seixas. Mas o que ocorre atualmente no Brasil é que o conhecimento tem se fechado em ilhas de opiniões nas quais poucas pessoas estão dispostas a questionar e a dialogar. E diálogo é fundamental para o crescimento de qualquer pessoa ou instituição.

Isso pode ser facilmente identificado no atual clima de divisão instalado no país. Coxinhas e petralhas! Nós contra eles. Nós, os santos. Eles, os inimigos, os vilões! Como se fosse possível dividir as pessoas em totalmente boas ou totalmente más.

Quando o outro é transformado em inimigo pode, então, ser xingado, desprezado, sem peso para a consciência. Quando o outro é inimigo não há necessidade de ouvi-lo, não é preciso lidar com o contraditório, com aquele que discorda e que poderia agregar no processo de crescimento. Não pode haver avanço quando não lidamos com ideias alheias, com hipóteses daquele que questiona minha tese. Sem questionamentos só pode haver uma coisa: acomodação.

Acorda Brasil! Nem petralhas, nem coxinhas. Nem nós, nem eles. Brasileiros. Empregados, empregadores. Trabalhadores. Com suas alegrias e dissabores, igualmente importantes para o país. Viva a pluralidade de opinião e de ideias. Viva o diálogo. Combustível para a construção de caminhos alternativos em tempos de crise.

Fonte: Daniel Nunes e Jornalismo Colaborativo

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Daniel Nunes é Jornalista, com passagem por produtoras, emissoras de Rádio e TV do Rio Grande do Sul e de São Paulo.

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