jul 10, 2014
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Japoneses recolhem lixo em estádios

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Reprodução/Internet

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A Copa do Mundo no Brasil, apesar da descrença, trouxe muitas coisas boas. Uma delas foi o intenso intercâmbio cultural entre brasileiros e estrangeiros.

Os japoneses não foram destaque dentro de campo, mas fora dele. A cena dos orientais catando o lixo nos estádios chamou muito a atenção de outros torcedores e da mídia.

A primeira vez que foi constatada a atitude dos orientais foi em Pernambuco, após a derrota do Japão contra a Costa do Marfim. Os orientais repetiram o gesto durante após o empate contra a Grécia, em Natal.

De acordo com um dos “catadores” o gesto é comum. “Nós sempre fazemos isso, e é bacana que os brasileiros tenham nos ajudado. Não sabíamos que seria assim tão comentado”.

Lixo do evento será reciclado

Foram contratados 840 catadores de lixo capacitados para a Copa do Mundo, que irão separar o lixo e direcionar para as cooperativas de reciclagem das cidades sede do evento.

De acordo com o coordenador geral da Copa do Muno no Paraná, Mario Celso Cunha, o trabalho não é algo recente, ele foi iniciado no período da Copa das Confederações, quando foram recolhidas 70 toneladas de lixo. Todo o resíduo foi destinado para indústrias de transformação. “A estimativa é que sejam produzidas cinco toneladas de resíduos passíveis de reciclagem a cada partida da Copa do Mundo, o que significa 320 toneladas após as 64 partidas programadas.”

Para Gelma Reis, sócio fundador da empresa de consultoria ambiental, Ética Ambiental, a questão do lixo vai muito além do evento ou do meio ambiente. “Essas atitudes, de recolher lixo do chão ou de reciclagem, além de melhorar o meio ambiente, também geram muitos empregos. É uma pena que seja temporária, afinal, temos jogos o ano inteiro no Brasil.”

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Andrielle Bressane · Colunistas · Notícias

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