jan 25, 2014
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O MASP

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O Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand ou simplesmente MASP é o resultado do esforço de duas pessoas, coadjuvadas por Edmundo Monteiro.

Sua inauguração aconteceu no dia 2 de outubro de 1947 por Assis Chateaubriand, até então fundador e proprietário dos Diários e Emissoras Associados e pelo professor Pietro Maria Bardi, jornalista e crítico de arte na Itália e recém chegado ao Brasil.

O que pouca gente sabe é que Chateaubriand queria instalar o MASP na cidade do Rio de Janeiro, mas diversos aspectos o fizeram mudar de ideia e focar seus esforços na cidade de São Paulo.

Decidido isso e unido ao casal Pietro Maria Bardi e Lina Bo (uma importante arquiteta formada em Roma), Chateuabriand começou a construir seu sonho. Outro personagem, citado lá no começo do texto, merece um destaque especial: Edmundo Monteiro.

Edmundo ingressou no grupo Associados muito jovem e seu primeiro emprego foi de office-boy. E foi um caso de amor a primeira vista. Adorou todo o universo que o cercava jornais, revistas e o rádio. E, graças a isso, foi galgando degraus até chegar ao cargo de presidente de uma das unidades mais rentáveis do grupo.

Seu posto permitiu proporcionar a Assis Chateaubriand meios para adquirir relevantes obras de arte, já que era de sua responsabilidade necogiar o apoio de anunciantes para arrecadar fundos para esse fim.

Sem a intervenção de Edmundo Monteiro, o empreendimento não teria um sucesso em tão pouco tempo. Em apenas 11 anos, de 1946 a 1957, a coleção do MASP tomou a forma atual.

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Graças ao seu grande poder diplomático, Eduardo Monteiro consegui negociar a construção do edifício que hoje abriga o MASP no Belvedere do Trianon que havia sido demolido para a realização da 1a. Bienal Internacional de Arte de São Paulo em 1951.

Nos momentos mais delicados da vida do MASP, Edmundo Monteiro assumiu sua presidência conduzindo-o até a eleição de seu sucessor Helio Dias de Moura.

Foram os seguintes os presidentes do MASP: Samuel Ribeiro, Horacio Lafer, Joaquim Bento Alves de Lima, Assis Chateaubriand, Alexandre Marcondes Filho, Rogério Giorgi, Edmundo Monteiro, Helio Dias de Moura, José Mindlin e, atualmente, Julio Neves.

Max Lowenstein foi nomeado por Assis Chateaubriand presidente não estatutário por relevantes serviços prestados à formação dos Museus Regionais que Chateaubriand iniciou para dotar as várias regiões do país com um núcleo de arte brasileira principalmente. Foram implantados museus em: Olinda (PE), Campina Grande (PB) , Araxá (MG) , e Porto Alegre (RS) .

Em um primeiro momento, o MASP ficou instalado em 4 no edifício Diários Associados, com algumas adaptações estruturais feitas por Lina Bo Bardi.

Lina Bo era uma arquiteta modernista italiana e esposa do professor Bardi. Ela foi a responsável pela arquitetura do atual prédio do MASP.

O terreno da Avenida Paulista havia sido doado à municipalidade com a condição de que a vista para o centro da cidade bem a da serra da Cantareira fosse preservada, através do vale da avenida 9 de Julho. Modificações na postura municipal quanto às edificações nessa avenida mudou, infelizmente, essa paisagem.

Para conseguir manter essa exigência de preservar a vista do centro da cidade, Lina Bo idealizou um prédio sustentado por quatro pilares, que daria uma vista interessante e simples do centro da cidade.

Em construção civil é único prédio no mundo pela sua peculiariedade: o corpo principal pousado sobre quatro pilares laterais com um vão livre de 74 metros.

Essa estrutura avançada exigiu uma solução cujo desafio foi aceito pelo professor Dr. José Carlos de Figueiredo Ferraz que aplicou seu sistema de protensão. Os cálculos forma feitos pelo prof. dr. José Lourenço de A. B. Castanho.

Construído de 1956 a 1968, a nova sede do MASP foi inaugurada em 07 de novembro de 1968 com a presença de S.M. a Rainha Elizabeth II, da Inglaterra.

Por ocasião do centenário do professor Bardi (fevereiro 2000) realizou uma grande exposição, onde além das peças mais representativas da coleção Lina Bo e P.M. Bardi – doadas pelo casal ao museu, foram também expostas outras obras do acervo indicadas pessoalmente por Bardi. a Chateaubriand para serem adquiridas.

Uma exposição tão abrangente e importante só poderia ser realizada pela própria equipe do MASP e no espaço mais nobre do museu, ou seja, na Pinacoteca do 2º andar.

A curadoria da exposição foi confiada a Luis Hossaka, amigo, assistente e colaborador do professor e atual curador chefe.

O MASP, entidade cultural sem fins lucrativos tem por finalidade incentivar, divulgar e amparar, por todos os meios a seu alcance, as artes de um modo geral e, em especial, as artes plásticas, visando ao desenvolvimento e, ao aprimoramento cultural do povo brasileiro.

Para esse fim mantém Pinacoteca, Biblioteca, Fototeca, Filmoteca, Videoteca, Cursos de Artes e serviço educativo de apoio às exposições, exibição de filmes e concertos musicais de interesse artístico e cultural.

O visitante pode apreciar no edifício da Avenida Paulista, obras da escola italiana como Rafael, Andrea Mantegna, Botticceli e Bellini; de pintores flamengos como Rembrandt, Frans Hals, Cranach ou Memling. Entre os espanhóis estão Velazquéz e Goya.

A maior parte do núcleo de arte européia do MASP é de pintura francesa. Podemos apreciar os quatro retratos das filhas de Luiz XV, pintados por Nattier, ou as alegorias das quatro estações de Delacroix. Do movimento impressionista, encontramos várias obras de Renoir, Manet, Monet, Cézanne e Degas. Dos pós-impressionistas é possível apreciar vários quadros de Van Gogh ou de Toulouse-Lautrec.

Um dos destaques do acervo, é o espaço dedicado à coleção completa de esculturas de Edgar Degas. Uma coleção de bronzes, feitos em tiragem de 73 peças, só pode ser vista integralmente no Masp e em poucos museus como no Metropolitan em New York, ou no Museu D`Orsay em Paris.

O vídeo abaixo mostra um pouco do acervo do MASP e de outros importantes museus da nossa cidade, vale a pena conferir.

Fonte: SP in foco

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http://www.valepublicar.com.br

Editor do Vale Publicar e CEO da Web Startup, responsável pela criação do selo editorial Ryoki Produções e também coordenador editorial do Vale Jornal.

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