fev 18, 2014
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O Ghostwriter

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O Escritor Fantasma ou Ghost Writer

Muitas ideias excelentes acabam jamais chegando ao público simplesmente porque aqueles que as tiveram não conseguiram passá-las para o papel. Isso se dá por duas razões principais:
1) Falta de tempo
2) Falta de habilidade com a escrita

É nessas duas situações que a atividade do ghostwriter é não só legítima como necessária na sociedade moderna para assessorar essas pessoas que precisam manifestar seus pontos de vista e não têm como fazê-lo adequadamente.

O ghostwriter é um assessor do cliente e, com base nos conceitos ou na história que este deseja transmitir, prepara o texto na forma correta, submete-o à aprovação e correção/alterações e dá a forma final. Essa atividade é tão antiga quanto a organização das sociedades.

Ghostwriter, ou escritor fantasma é um profissional que escreve artigos, palestras, discursos e livros para outras pessoas.

O trabalho é feito por escritores, jornalistas e outros profissionais. Exige cultura geral, conhecimento de técnicas de redação, tempo para elaborar o texto, tendo como ponto de partida a história, os conceitos, conhecimentos e informações que o contratante quer transmitir.

Redigir um texto, seja um simples artigo ou um livro bastante complexo, não é uma arte simples.

Para se escrever bem, só mesmo treinando. E muito. O tempo todo. Para tanto, é justamente esse fator que falta à maioria das pessoas que têm uma ideia a transmitir.

O ghostwriter dispõe desse tempo, uma vez que este é o seu trabalho. Ele busca clareza, escolhe a palavra justa, a construção ideal da frase, do parágrafo, escolhe o verbo, encontra o adjetivo que expressa o que está querendo dizer. Lapida o material. Faz revisão gramatical, ortográfica e de estilo, preocupa-se em evitar repetições, quebra de sonoridade, falta de concisão, correção e demais requisitos buscando um texto final fácil de ser lido com estilo claro, elegante e sóbrio.

Um escritor fantasma aplica sua a habilidade em escrever complementando o trabalho de profissionais de diversas áreas que, por vezes, são especialistas em seus campos de atuação, mas não têm a mesma habilidade para escrever um texto fácil de ser lido e conciso.

O ghostwriter pensa a história, encontra a idéia ou conceito dentro do tema. Isso é o mais importante quando o negócio é escrever. Uma vez definida a linha editorial o resto é um trabalho minucioso de técnica e habilidade.

E tudo sob o mais absoluto sigilo, ou seja, o ghostwriter jamais aparece para o público e a relação com o contratante é regida por um contrato de confidencialidade.

Por Ryoki Inoue

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