jun 17, 2014
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O Pelé da Literatura

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A mentalidade colonialista que impera na maioria das editoras brasileiras – mentalidade esta provavelmente ditada por uma tendência que vem do próprio povo e que está no velho ditado “santo de casa não faz milagre” – determina a preferência editorial por autores estrangeiros, em detrimento dos patrícios que, certamente não têm menos valor que um Sheldon, um Robbins ou um Higgins.  Temos brasileiros que escrevem muito bem, que possuem idéias excelentes e que poderiam se tornar grandes, desde que editados e, evidentemente, lidos.

O maior preconceito parte de muitos livreiros que insistem em justificar que um livro de bolso, por exemplo, não tem mais aceitação por parte dos leitores. O que torna fator impeditivo de uma maior divulgação dos livros no seio do grande público. Um livro de bolso, ou pocket book, pode conter exatamente o mesmo texto que uma edição de luxo, com a vantagem de custar menos, justamente por não pensar em ostentação e apresentação luxuosa.

O valor daquilo que está escrito é imutável. Ou presta ou não presta e cabe ao editor, antes do leitor, saber filtrar aquilo que irá levar às prateleiras das livrarias. São espinhos que aqueles que desejam ingressar nesse mercado, têm de vencer. É uma luta que se deve abraçar contando como principal arma, a necessidade que o povo brasileiro vem demonstrando, de melhorar seu nível cultural para que, não apenas em reservas cambiais, de fato passe a trilhar o caminho do Primeiro Mundo.

O brasileiro sabe que para se equiparar a qualquer outro povo mais desenvolvido, o requisito primordial é a cultura e, exatamente por isso, vem procurando aumentar em primeiro lugar, o seu nível de leitura. Autores novos, talentosos, surgem a cada dia. Porém, esses gênios continuam apagados porque seus trabalhos não são divulgados, não são publicados, não são vendidos, não são lidos. São os preconceitos e os temores das editoras os principais motivos para que esses novos luminares jamais apareçam.

Mil gols e mil livros do Brasil

Todos nós podemos e deveríamos nos orgulhar do autor brasileiro que já foi considerado o maior fenômeno da literatura. Afinal, enquanto todos discutiam se o Romário iria mesmo chegar ao gol de número mil, ele já tinha passado pelo milésimo fazia tempo. E mais: com reconhecimento atestado e até menção no International Guinness Book of Records.

Na verdade, José Alpoim Ryoki Inoue não marcou mil gols. Ele escreveu mais de mil livros! A impressionante marca atual é de 1134 obras publicadas.

sagajaponesafamiliaSobre o milésimo livro do autor, o experiente jornalista Alexandre Garcia faz uma comparação ainda maior: “Ryoki é o Pelé da literatura.”

A maioria das edições dos livros escritos por Ryoki alcançam mais de 10 mil exemplares. Todos eles são vendidos imediatamente e umas das características da obra de Ryoki que o habilita a passar adiante suas lições é a variedade de gêneros a que ele já se dedicou. Em matéria de ficção, o homem já escreveu de tudo, de suspense a faroeste, de histórias de amor a aventuras baseadas em fatos reais. vencendodesafioA essa última categoria pertence o mais recente romance de Ryoki, “Saga”, uma espécie de “Cem Anos de Solidão” da imigração japonesa no Brasil. Um colosso no qual se vê como funcionam, na prática, as lições que ele reúne neste manual.

ofrutodoventreOutra grande obra é o livro de técnica literária “Vencendo o desafio de escrever um romance” (Summus) que vem reforçar o primeiro já esgotado, “Caminho das Pedras”. Poucos autores nacionais seriam tão qualificados quanto José Carlos Ryoki de Alpoim Inoue para escrever um manual ensinando as técnicas de como escrever e publicar uma obra literária.

Entre os últimos lançamentos, está o “O Fruto do Ventre”, (Editora Record), um livro com 560 páginas de muita ação e suspense.

Ryoki Inoue, chegou a alimentar sozinho 400 mil leitores por mês e apesar de ter passado por um problema de saúde em 2013, o autor publica em média dois livros por ano.

ryokiinouePara saber mais:

O Furor das Letras – Revista Playboy

Editoras publicam mais estrangeiros que brasileiros – Jornal O Globo

José Alpoim explica como chegou a escrever três livros por dia – Portugal Diário

1 Writer, 1,039 Books – The Wall Street Journal

 

Site Oficial do Autor
www.ryoki.com.br

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